Acolhida
"Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai" (Romanos 15,7).
A acolhida resume a identidade do "Quem Ama Sorri", e tem como objetivo receber com humildade e alegria os fiéis que freqüentam o grupo, para que eles possam sentir verdadeiramente o amor incondicional de Jesus Cristo. Hoje, o Quem Ama Sorri tem um estilo de recepção calorosa que surgiu de forma espontânea entre os servos. No início, eram abraços e sorrisos tímidos, que com o passar do tempo, ganharam reciprocidade dos cristãos.
Muitas vezes chegamos a dizer que as pessoas refletem Deus pelo modo compassivo e amoroso que dispensam aos outros. São Francisco de Assis é um desses exemplos. Um Santo que abraçou a humanidade desprovida de recursos, abandonada por uma sociedade capitalista e desumana. Ele amava o ser humano sem preconceitos e com um olhar terno pregava o evangelho anunciando um mundo de paz e amor. Os seus ensinamentos de humildade e mansidão se difundiram e perduram até os dias atuais.
Uma recepção atenciosa, como forma de oração, atrai e deixa os fiéis à vontade na casa do Senhor. Às vezes, eles não querem falar, expor os sentimentos e é nesse momento que a ‘Acolhida’ deve ter a sensibilidade de silenciar e apenas demonstrar com gestos sutis o respeito pelo irmão. Em certos momentos, um abraço forte e amigo dispensa qualquer palavra e traduz o acolhimento evangélico ensinado e pregado por Jesus Cristo.
A importância desse acolhimento, por meio de uma espiritualidade de comunhão, foi expressa pelo Papa João Paulo II, em sua carta apostólica (trecho transcrito abaixo) sobre o início do novo milênio.
“Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis aos desígnios de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo. Que isso significa em concreto? Também aqui nosso pensamento poderia fixar-se imediatamente na ação, mas seria errado deixar-se levar por tal impulso. Antes de programar iniciativas concretas, é preciso promover uma espiritualidade de comunhão, elevando ao nível de princípio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o cristão, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as famílias e as comunidades. Espiritualidade de comunhão significa, em primeiro lugar, ter o olhar do coração voltado para o ministério da Trindade, que habita em nós e cuja luz deve ser percebida também no rosto dos irmãos que estão em nosso redor. Espiritualidade de comunhão significa tam